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Produção de CO2 a partir da fermentação é solução para usinas

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Temos a planta para produção do CO2 e os canais de comercialização da produção
 
Produção 
 
Uma destilaria com capacidade para produzir 100m3 dia, produz em média 64.800 quilos de CO2. 
 
Nas usinas sucroalcooleiras o etanol é obtido por meio do processo da fermentação do mosto, que é uma suspensão de substrato açucarado proveniente da cana
 
No processo fermentativo do mosto, cujo principal agente é a levedura, tem se como produto o álcool etílico, sendo o gás carbônico (CO2) um importante subproduto do processo. 
 
O processo fermentativo do mosto é realizado nas chamadas dornas de fermentação, as quais podem atingir uma capacidade de milhares de litros. 
 
Algumas empresas utilizam dornas abertas, mas na maioria delas as dornas são fechadas. As dornas abertas são responsáveis pela perda de etanol de 1 a 2% pelo arraste do CO2 liberado na atmosfera. Por outro lado, as dornas fechadas são dotadas de um sistema coletor de CO2 que encaminha o gás carbônico e o etanol para uma torre de recuperação
 
Nessa torre realiza-se a lavagem do CO2 em contracorrente com água visando à recuperação do etanol (Magalhães, 2012). Independentemente do tipo de dorna utilizada, esse CO2 é perdido pelas usinas alcooleiras ao ser liberado para o ambiente. 
 
Nos dias atuais, entretanto, existe a possibilidade de captura do CO2 gerado no processo de fermentação do mosto por meio da implantação de uma planta industrial, de modo que o CO2, que antes era perdido para a atmosfera, agora possa ser comercializado pela usina alcooleira
 
Uma usina alcooleira de médio porte, por exemplo, pode recuperar e comercializar cerca de três mil kg/h de CO2 (Jornal da Cana, 2008). 
 
ONDE É USADO 
 
Esse gás carbônico capturado nas dornas de fermentação pode ser utilizado em inúmeras aplicações industriais, tais como: 
 
No estado gasoso para carbonatação em cervejas, refrigerantes ou água; no estado líquido para enchimento de cilindros (por exemplo, extintores de incêndios ou cilindros de propulsão nas armas de paintball); no estado sólido para produção de pellets de gelo seco ou como congelante para alimentos; no processo de jateamento de peças metálicas em substituição ao jato de areia; no tratamento de efluentes líquidos; para rebarbação de artefatos de borracha; para a expansão do poliuretano na indústria de refrigeradores; na produção de fertilizantes; na fabricação de extintores contra incêndio com produção de espuma; na produção de bicarbonato de sódio; na pigmentação de peças plásticas; e na produção de algas
 
Os gases de combustão provenientes de usinas de energia não são uma boa fonte de CO2,pois, neste caso, há muitas impurezas e muito baixo volume de CO2 junto ao gás de combustão. 
 
Gases de combustão de plantas de gás natural e de plantas a carvão contêm apenas 36% e 10 a 12% de CO2, em volume, respectivamente. Deste modo, a produção de CO2 a partir dessas fontes não é economicamente viável. 
 
O CO2 de alta pureza (99%) emitido pelas usinas de produção de etanol tornou-se uma opção atraente para a indústria de CO2. Nos EUA isso é demonstrado pelo rápido incremento do mercado, que saltou de menos de 20% para 33% entre 1990 e 2007.Espera-se contínuo incremento desse mercado na medida em que novos projetos de CO2 provenientes do etanol estão em curso (Xu, Isom & Hanna, 2010). 

Fonte: 
http://www.e-usinas.com.br/
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